Acusado de matar amigas após uma delas 'desagradar' em encontro é condenado a 73 anos de prisão em SC
03/04/2025
(Foto: Reprodução) Ao concluir a investigação, os crimes foram interpretados como duplo latrocínio. Caso ocorreu em Navegantes no ano passado. Homem é condenado a 73 anos de prisão por latrocínio de duas mulheres em Navegantes, SC
O homem acusado de matar as amigas Carin Salomão e Raquel Hostins em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, foi condenado a 73 anos, 10 meses e 20 dias de prisão em regime inicial fechado, informou o Poder Judiciário catarinense. Ele também precisará pagar R$ 100 mil a cada uma das famílias por danos morais.
O g1 não conseguiu contato com a defesa do réu. Ele foi condenado por duplo latrocínio qualificado, que é roubo seguido de morte, e não poderá recorrer em liberdade.
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Os assassinatos foram cometidos em 21 de junho em 2024. Segundo a Polícia Civil, ele agiu após ter um desentendimento com uma das vítimas. O MPSC, que fez a denúncia contra o réu, afirmou que ele cometeu o crime para obter recursos para comprar álcool e drogas.
Carin Salomão e Raquel Hostins foram assassinadas em junho de 2024 em Navegantes, SC
Reprodução/Redes sociais
Denúncia
O réu era colega de infância da vítima Raquel Hostins. Na noite anterior aos crimes, o réu a encontrou, após anos sem contato.
De acordo com a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), juntos eles consumiram bebidas alcoólicas e drogas. Após algumas horas na companhia da vítima e após passar por outros locais da cidade, o acusado cometeu os assassinatos na casa de Raquel.
Ela foi atacada com várias facadas. Após o crime, o réu levou o celular e a carteira da mulher.
Depois deste primeiro assassinato, Carin, que era amiga de Raquel, chegou e também foi atacada a facadas. Ele roubou dois celulares, um relógio de pulso e uma bolsa dessa segunda vítima.
As investigações confirmaram que o réu cometeu os homicídios com o intuito de roubar as vítimas. Testemunhas relataram o desaparecimento de objetos delas, e câmeras de segurança registraram uma delas entrando na casa com uma bolsa que nunca foi encontrada.
O MPSC afirmou que vai recorrer com o objetivo de aumentar a pena. Antes do duplo latrocínio, o réu já tinha passagens policiais por violência doméstica e crimes patrimoniais, conforme a Polícia Civil.
Qualificadoras
Os latrocínios cometidos foram triplamente qualificados. O MPSC demonstrou que os crimes ocorreram por motivo fútil, uma vez que o réu visava obter recursos para consumir álcool e drogas. Além disso, foram cometidos por meio cruel, causando grande sofrimento às vítimas.
A ação também foi praticada com surpresa e por meio de um recurso que dificultou a defesa, especialmente em relação a Raquel, que não suspeitou da intenção criminosa do acusado.
A mesma qualificadora foi aplicada à segunda vítima, que foi golpeada ao chegar na residência, sem esperar o ataque. Em relação ao segundo crime, foi qualificado também porque a intenção do agente era ocultar a prática do primeiro crime.
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